Para os DJs que usam o DVS Traktor Scratch Pro 2 da Native Instruments, fica a dica que o OS X Mountain Lion e os novos portáteis da Apple com portas USB 3.0 (MacBook Pro Mid 2012, Retina e MacBook Air Mid 2012) apresentam problemas de degradação de áudio nas interfaces Audio 2, Audio 4 e Audio 8.

A boa notícia é que já estão disponíveis os drivers 2.5.1, que apesar de serem public beta, corrigem o bug no novo OS X. Os drivers estão disponíveis na área de download no site de suporte (registro obrigatório).

Já falamos sobre o excelente Archie Pelago aqui no Blog, lembram?

Nesse vídeo, os caras fazem uma performance ao vivo na Tekserve em Nova York e entre as músicas, eles comentam sobre o processo criativo e a tecnologia usada para compor e tocá-las.

O trio explica como The Bridge é usado para manter em sync o Serato e o Ableton Live e como funciona a interação entre o digital e os instrumentos analógicos. O resultado vale muito a pena ouvir!

Conheçam o Archie Pelago, o grupo musical do Brooklyn, formado por Hirshi, Cosmo D e Kroba.

Os caras promovem o intrigante encontro entre toca discos, violoncelo, sax e laptops.

O setup é bem intrincado e usa Serato e Ableton Live devidamente em sync através do The Bridge.

A quantidade de cabos e equipamentos pode enganar os desavisados e dar a impressão que se trata uma banda enorme ao invés de um trio, conforme o diagrama a seguir:

Peter Kirn, do CDM, fez um ótimo post sobre o trio e uma mini entrevista com Dan Hirshi, que dá mais detalhes de como funciona o setup, que inclui dois MacBooks Pro.

[Via Create Digital Music]

ENTREVISTA: DJ Nedu Lopes

Campeão brasileiro e vice-campeão mundial do Red Bull Thre3Style 2010, Nedu Lopes, com praticamente 20 anos de carreira, é hoje reconhecido como um dos DJs mais versáteis do Brasil. Já tocou de House a Techno, de Rap a Miami Bass, de 2 Step Garage a New School Breaks. Atualmente se dedica principalmente aos Breaks, Electro e House, mas com frequência é convidado a fazer sets de Rap e Old School em festas segmentadas.

Mineiro de BH, hoje morando em São Paulo, já rodou parte da Europa e Ásia e esse ano defende o título de campeão do Thre3Style.

Sempre simpático, o DJ e produtor nos concedeu uma entrevista por MSN falando do início da carreira, quando usava os equipamentos que davam, até os dias de hoje, onde usa um MacBook Pro junto com o Serato, um dos DVS preferidos dos top DJs.

Como foi o início da sua carreira, na era analógica, pré-DVS, pré-CDJ?

No início, começo da década de 90, era só vinil. As vezes fita cassete, mas quase sempre vinil. O mais difícil era conseguir bons aparelhos. Era tudo muito caro! E não tinham muitas marcas e modelos, né?!

Comecei com umas Garrards de madeira, bem pré-históricas mesmo. Nem tinham pitch. Depois passei pra umas Garrards mais modernas, com pitch adaptado. Meio na “gambiarra”, mas funcionava. (risos)

Mas ainda eram muito aquém de um aparelho profissional. Eu fui ter MK2 mesmo em 1997 quando comprei um par usado, mas em bom estado. Nessa época foi quando os CDJs começaram a invadir o mercado e quem tinha toca-discos começou a vender com medo de desvalorizar rápido… Daí comprei bem barato! Comprei o par por R$700,00!

Você acha que esse contato com o equipamentos analógicos, foi fundamental para desenvolver a sua técnica apurada de turntablism?

Ah, acho q sim! Quando você pega um equipamento ruim, tem que se esforçar mais para sair alguma coisa boa, né… Daí quando pega um aparelho bom, fica mais fácil.

Em outras palavras, depois do CDJ, tudo ficou muito fácil, certo?

É… principalmente com contador de BPM

Mas eu não sou contra contador de BPM ou qualquer outro recurso que facilite o trabalho do DJ. O problema é quando a pessoa SÓ sabe tocar assim e não faz mais nada além de virar. Porque aí é o mesmo que o aparelho estar tocando sozinho.

Mas se o cara usa recurso de sync, por exemplo, aproveitando que não tem mais o trabalho de ajustar pitch, para poder criar outras coisas, para fazer scratches, fazer colagens, usar efeitos e algum trabalho autoral em cima das músicas, aí eu acho bacana.

Mas só usar sync e ficar o tempo todo só batendo palminha e interpretando DJ animadinho na cabine, é patético! (risos)

E como foi migrar para a era digital?

Fiquei um tempo com vinil e CD, daí em 2007 comprei o Torq e rodava ele em um laptop Toshiba. Acho esse esquema de time code a invenção mais revolucionária da história do DJ! É fantástico! Veio salvar os DJs que preferem o formato analógico e estavam vendo que o vinil de verdade estava com os dias contados.

Para ser sincero (tem amigo meu que acha isso uma heresia), mas eu prefiro time code a vinil de verdade! O time code tem tudo que o vinil tem, mais os inúmeros recursos do digital!

Em determinado momento, você trocou o laptop Windows por um Mac. O que te motivou a isso?

Troquei por um Mac principalmente pela estabilidade.

Mas eu sempre quis ter Mac… Quando comprei o Toshiba, o Mac ainda era muito mais caro! Eu cheguei a tentar comprar lá fora na primeira tour que fiz na Europa. Eu ainda não usava time code, mas já estava pensando em comprar…

Nessa primeira tour que fiz passei por Hong Kong e lá o Mac era o mesmo preço de PC praticamente… Só não consegui comprar por causa do limite do meu cartão de crédito… Se não fosse isso eu já ia começar no time code usando Mac.

A maioria dos DJs de campeonatos como o Red Bull Thre3Style e o recente DMC online, usam Mac. Ao que você atribui isso?

Acho que a confiança na marca. Pela fama da estabilidade, eu acho.

Aliás, no geral, na Europa é muito raro ver alguém tocando com laptop que não seja Mac. Na verdade eu sofria um certo “bulling” quando usava Toshiba! (risos) Muitas vezes alguém falava comigo “nossa, mas você não tem medo? (risos)

E Mac não tem frescura, né? Ligou funcionou e pronto! Hoje usando Serato e Mac é MUITO melhor que Toshiba e Torq.

No mais, além do DVS, você tem usado seu Mac para produzir também?

Não… Tenho usado só pra tocar mesmo. Uso também para internet quando não estou em casa e uso pra recreação mesmo, ver filme, ouvir música…

E o iPad?

Eu ganhei um da Red Bull. Eles criaram um aplicativo chamado BPM e deram algumas cópias para alguns DJs… O aplicativo é bacana, tipo um Virtual DJ, mas achei mais bonito, mais prático. Mas o que eu quero mesmo é usar o TouchOSC pra controlar efeitos do Serato!

iPad pode salvar as vezes. Tem lugar que vou tocar que o mixer não tem efeito, daí com o iPad resolvo isso!

Por enquanto estou usando para internet, email, Twitter, Facebook.

Para fechar, quais os seus equipamentos hoje?

Um par de Technics MK5, mixer Pioneer DJM-909, Serato Scratch Live, Macbook Pro e Dicer Novation.

> Obrigado pela entrevista!

Aproveitem e confiram a agenda do DJ aqui!